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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Constelação da Maria Quitéria

As constelações são desenhos formados no céu noturno através da ligação imaginária entre estrelas. Porém estrelas de uma mesma constelação nem sempre estão realmente próximas, na maioria das vezes elas se localizam em diferentes galáxias e são de diferentes tamanhos e intensidades de luz. Existem 88 constelações delimitadas pela União Astronômica Internacional, cada um delas possui uma estrela cujo brilho se sobressai que é chamada de Alpha. O fato é que o que vemos no céu terrestre é uma pequena parte da luz destes incríveis astros que, para encher nosso céu de pontos luminosos, ultrapassam os diversos obstáculos do universo.


Para levar os alunos da EMEF Maria Quitéria a um passeio pelo mundo das constelações, precisamos aceitar o convite de Olavo Bilac para "ouvir estrelas". Assim, começamos a observar constelações idealizadas pelos antigos, que se utilizavam delas como ponto de referência para a localização e passagem do tempo. Percorremos algumas constelações até encontramos as famosas "Três Marias". Os alunos ficaram assombrados em perceber Constelação de Órion com seus significados mitológicos.

Para registrar este momento, os pequenos enfeitaram estrelas individuais com cola colorida e missangas. Cada um deu seu toque especial à sua estrela.




Os alunos do 2º e 3º ano foram desafiados a identificar as constelações de Órion e Cão Maior em um mapa celeste retirado do software Stellarium. Já os maiores do 4º e 5º anos tiveram uma atividade preparatória para a Olimpíada Brasileira de Astronomia com a tarefa de percorrerem o céu do Oeste no outono e identificarem várias estrelas ao redor de Órion, como Aldebaram (Taurus) e Sírius (Cão Maior).



Para finalizar as aulas, cada turma se emprenhou em preparar uma parte de um painel cheio de estrelas que representará as Constelações da EMEF Maria Quitéria. Usando botões com brilho, os alunos distribuíram suas estrelas no "espaço", formando imagens da ligação destas e até inventando histórias sobre estas constelações relacionadas à história da nossa escola.

Cada aluno é uma estrela no céu da EMEF Maria Quitéria, pois são todos iluminados e importantes para a nossa escola. Que o brilho de cada um deles possa se espalhar pelo bairro, em uma constelação que se une por laços de aprendizagem e vida.

Beijos astronômicos para todos!

Profª Daniela

sábado, 5 de abril de 2014

Ouvir Estrelas: conhecendo as constelações



Quais são os pensamentos e sentimentos que surgem diante de um céu estrelado? Em uma noite de céu limpo, o universo monta uma verdadeira obra de arte no nosso céu. Há milhares de anos os seres humanos começaram a olhar para o céu, juntando um grupo de estrelas, os antigos começaram a identificar imagens entre os pontos luminosos. Assim começaram as constelações, que trazem histórias, inventadas para justificarem a presença daquelas estrelas ali.

Constelação do Cruzeiro do Sul
para saber mais

Hoje sabemos que a paisagem do céu é composta por estrelas de tamanhos diferentes e muito distantes entre si, pois aqui recebemos apenas uma parte de suas luzes. Além de bilhões de estrelas, também vemos planetas e outros corpos celestes. Mesmo assim, as estrelas inspiram e há muitas produções artísticas que foram influenciadas por elas, como a poesia que conheceremos nesta 6ª semana de projeto:

Ouvir Estrelas
(Olavo Bilac)

"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir o sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizes, quando não estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas"


O que será que as estrelas podem nos dizer sobre o espaço e sobre a história humana? Será que teremos ouvido capaz de entender as estrelas?

Profª Daniela

De Ptolomeu à Einstein

Nesta 5ª semana de Projeto VIDAA, os alunos da EMEF Maria Quitéria começaram os estudos no campo da Astronomia. Através de uma linha do tempo, conhecendo o trabalho dos principais cientistas que mudaram o conhecimento da humanidade sobre o espaço, cada turma começou a pensar nas contribuições da astronomia para a nossa vida.

Os gregos antigos começaram a desenvolver várias ideias sobre o nosso sistema solar. Porém duas ideias prevaleceram: Será o Planeta Terra o centro de tudo, ou será o Sol?

Ptolomeu começou a responder à questão de maneira científica, concluindo que o Geocentrismo (Terra no centro) era a verdade do universo. Quase 1500 anos depois, Copérnico viria apresentar uma nova organização, apresentando o Heliocentrismo (Sol no centro). Porém, não haviam instrumentos para comprovar as teorias. Então, Galilei desenvolveu uma Luneta capaz de ampliar nosso poder de visão de vários corpos celestes, como a lua e alguns planetas. Paralelamente, Kepler realizou vários cálculos que contribuíram para a compreensão do Movimento Planetário, confirmando a posição do sol como o centro do sistema planetário. Mas só quando Newton descobriu a Lei da Gravidade é que esta teoria foi totalmente confirmada. Neste ponto, o conhecimento sobre o nosso Sistema Solar já era muito amplo e o trabalho de Hubble, aperfeiçoando o Telescópio, mostrou um universo muito maior do que poderia ser imaginado. Para terminar esta linha do tempo sobre alguns cientistas que contribuíram para o desenvolvimento da Astronomia, chegamos a Einstein, pois a Teoria da Relatividade deu o pontapé inicial para as explicações sobre a Estrutura do Universo. Os alunos receberam estas informações embaralhadas e tiveram a tarefa de organiza-las. Tarefa 2º e 3º ano ou Tarefa 4º e 5º ano.

Esta emocionante excursão, é uma pequena parte simplificada de todo o conhecimento produzido pela Astronomia. E tudo partiu das observações do céu e da curiosidade humana diante do desconhecido.


 Os menores se inspiraram em Galileu Galilei para desenharem a forma como percebiam o espaço a partir da pergunta: o que será que Galilei viu na luneta?

Nesta semana tivemos a contribuição da Profª Bianca, que emprestou um livro cheio de curiosidades e imagens sobre o espaço.

Mesmo sem um céu estrelado para observar, os alunos puderam manusear o Galileiscópio, uma réplica da luneta de Galileu que a escola ganhou em 2011, quando participou pela primeira vez da Olimpíada Brasileira de Astronomia.

Este foi apenas o primeiro encontro dos alunos com a Astronomia neste ano letivo. Muitas novas descobertas ainda estão por vir.

Profª Daniela